

As actividades lúdicas não têm dado sinais de crise. Os convites chovem a potes. É preciso um guarda chuva para nos protegermos desta espécie de dilúvio que se abate sobre o jet set nacional. Que o digam as imagens da imprensa cor-de-rosa. Poucos são os sortudos que têm tempo para ao fim da tarde ou, pela noite adiante, encherem os mais variados espaços de diversão mas mesmo assim constituem um interessante nicho de mercado.
A vida nocturna teve momentos de glória como a abertura do Twins em Lisboa, a festa do BBC animada pelo José Cid. No Porto também o Twins e o Bela Cruz deram festas de arromba. No Hotel D. Pedro, Filipe La Féria, apoiado por Abel Dias anunciou mais um espéctáculo West Side Story. No Beato a habitual Feira de Antiguidades estava um exemplo de boa decoração.
Atrás não ficou a Casa Decor em Santa Catarina com parabéns para o Dino Gonçalves e Salvador Correia de Sá. Na galeria Espaço Aberto da Milu Ferreira, a exposição de Yves Clerc foi um sucesso.
O Bazar de Natal dos diplomatas no Museu do Oriente teve alguma graça. Foi sem dúvida muito simpático o jantar na acolhedora casa da Hermínia Caetano Ramos.
O que acabo de referir é o elo de ligação ao novo ano que já atingiu a velocidade de cruzeiro na movida a que temos direito. Foi em grande o Réveillon do Casino do Estoril, epicentro nacional das passagens do ano. A mudança do calendário é motivo de festejo. Um pouco de paz não nos faz mal.
Assim foi em Janeiro, altura de receber em casa em jantarinhos de petit comité. Oito a doze pessoas à mesa permitem convívio tranquilo e muito civilizado. Foi o caso do jantar da Ângela e Gavin Treckman, da Suzana e Raul Capela e já em maior escala o jantar de anos da Dulce Varela no Madeirense, do chá oferecido pela charmosíssima Embaixatriz do México, do grandioso aniversário da Maria Augusta Osório de Castro na sua casa em Miramar. O almoço da Teresa Ressano Garcia não podia ter sido mais simpático bem como o almoço dado pela Teresa Caldas com a presena da incontornável Maria do Carmo Castelo Branco que não deixa ninguém indiferente.
Desta vez o Lobby do Hotel encheu as suas paredes com lindíssimas aguarelas de Vasco Bobone. Tem a curiosidade de ser meu marido, o que em termos de logística foi prático para o anfitrião que deste modo convidou dois em um. (risos).
Amanhã estarei presente no almoço da Fátima Poças Pereira, que também promete. Não podem passar despercebidas as múltiplas actividades da Fundação Agostinho Fernandes que nas livrarias Sá da Costa e Bucholz do Chiado muito estão a fazer pela cultura na zona histórica de Lisboa enquanto os autarcas a que temos direito não a deixarem cair no abismo para sempre.
Não digo porquê, porque não é preciso. Todos sabemos porque não somos parvos.
Social Intenso - Crónica Revista ELES e ELAS, Fevereiro

José Fortes da Gama e Angelo Arena, consul de Itália rodeados por elementos da confraria Alvarinho
Presidente da Camâra de Monção
Muitos são os homens que legitimamente na sua vida desejam ter “status”, prestígio social e dinheiro, aliás valores que se conjugam entre si.Château Margaux, Propriedade da família Rothschild

Brasão de Armas do Duque de Marlborough
A abundância de recursos, o poder e nalguns casos antepassados ilustres marcam comportamentos e daí os seus códigos, linguagem e hábitos serem imitados como referências. Existe toda uma nomenclatura de gosto, casas, bebidas, carros, restaurantes que frequentam, roupas e jóias, onde passam férias, universidades e colégios dos filhos, as antiguidades, a arte e naturalmente as festas onde andam como convidados ou anfitriões. 
Harry Winston
Dior
Esse grupo isolado que vem na revista Forbes, que circula entre Paris, Mónaco, Palmbeach, Aspen, Gstaad, onde formam alianças sociais e até fazem casamentos entre si, têm uma etiqueta que chama as atenções. As suas obrigações sociais são observáveis e avaliadas pelas festas, normalmente filantrópicas que frequentam que não deixam de ser uma forma de dominação social. 
Monte Carlo
Gstaad
O “show off” assim revelado é aquilo que o homem em ascensão pretende imitar e sonha atingir.
Mas os ricos , consumidores violentos, são muito imitados de forma aparentemente fácil por outra classe para a qual o dinheiro não é problema: Os novos ricos.
E assiste-se, pela parte desses ricos estabilizados, a uma fuga aos imitadores uma desconstrução das aparências.

Bentley

Veleiro privado
Formam-se atitudes, notam-se rebeldias. Por reacção passam a considerar o consumismo desclassificado e optar por aparências de modéstia, blasé. Surgem como pessoas cultas, com causas sociais, compram bibliotecas, associam-se às famílias do chamado “Old Money” e criticam a ostentação como um vexame e uma afronta. E é vê-los com camisas gastas, camisolas rotas, jeeps velhos, casas com patine, até dedicados á natureza, ao campo e à ecologia. Não gostam das imitações, com ou sem a sua hipocrisia. O fenómeno conhecido por “darwinismo social” merece alguma reflexão e permite algumas conclusões. Como se diz no Mónaco “nem tudo o que brilha é ouro… podem ser diamantes!” 
Hotel Crillon
Jacto privado
Do Livro Manual de Instruções para Homens de Sucesso
Paula Bobone
Editora Aletheia
O Cavalheirismo não morreu
O que não pode falhar em situações especiais