

Surgiram novas questões como quem deve estar presente no acto de entrega da mulher ao marido, no seio da comunidade para reconhecimento social, o acto de entrelaçar as mãos e oferecer um anel para simbolizar os votos de compromisso, na presença dos convidados e testemunhas , a benção do leito nupcial, roupas especiais e outros aspectos , foram acrescentados ao longo da história.


Remotamente era o pai que dava a benção nupcial invocando deuses, pedindo saúde e fertilidade.

No Século IX, o Papa Nicolau I, pela primeira vez na história considerou necessário o consentimento recíproco dos jovens na maioridade como princípio essencial para o casamento. Reconhecia-se a noção de que no verdadeiro matrimónio devia existir amor e aceitação entre os que casavam.Foi um triunfo da cultura daquela época.


Depois destes tempos de transição e de coexistência de ritos com novas liturgias para celebrar a aceitação mútua para uma vida comum, foi o Concílio de Trento, em 1545 que tendeu a acabar com as variações locais e regionais da comunidade cristã e o papel da Igreja tendeu a assegurar a intimidade dos esposos, a fidelidade até à hora da morte. O casamento com estatuto de Sacramento, valorizou a ética social, a monogamia e impedimento do incesto.Foram passos culturais de extrema relevância civilizacional.

As pessoas eram baptizadas na Igreja , seguiam a educação cristã, praticando obrigatóriamente os ritos que fundamentaram a família e ocasamento era um deles.
Foi grande a importância do casamento na história. Esta sempre foi determinada por laços conjugais

O ritual das bodas iniciais criou as bases do que seriam os casamentos reais e imperiais posteriores.
Os casamentos reais passaram a ser paradigmas éticos e estéticos.
Reis sagrados de origem divina, à luz dos conceitos daqueles tempos, eram o suporte histórico e político da sociedade.
Era o teatro simbólico, era a Festa.
Existe dentro de nós homens um desejo de solenidade e de união sagrada. As almas desejam encontrar-se com outras almas e esse desejo cumprido é a união do corpo e da alma e o casamento pode ser o suporte.
Juntar mãos e corações é uma invenção simbólica, espiritual, um lugar sagrado de sonho e de meditação. É um desejo legítimo, simultaneamente de segurança e felicidade. Facilita o crescimento espiritual e emocional. Toma muitas formas: novas amizades, criação de família.
O casamento, no rito e na festa, é a forma de fazer saber à sociedade que as pessoas que se amam e por isso se unem, já não são duas, mas um casal.

O acto nupcial é a primeira e a principal festa da humanidade, nas suas três dimensões: sexo, festa e lei ,obrigando a presença da autoridade e testemunhas. A festa publicita a legalidade e a sacralidade.

A sua celebração é a festa chave.

Sem comentários:
Enviar um comentário